terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Computação na Nuvem

Introdução

No século 19, quando a eletricidade ainda estava começando, cada empresa produzia sua própria eletricidade, utilizando geradores à vapor. Porém conforme a demanda foi aumentando e tornando-se mais complexa, companhias especializadas em eletricidade surgiram, e tornou-se mais vantajoso conectar-se à rede elétrica de uma dessas companhias ao invés de produzir a sua própria.
A computação segue um caminho parecido. Hostear seu site em uma companhia especializada já é mais comum do que tentar montar um servidor no seu quarto. E sites são só uma pequena parte do que a computação na nuvem pode oferecer. Cada vez mais as empresas para em “produzir computação” para acessar “computação pronta” na nuvem, reduzindo a necessidade de comprar e manter software e hardware.
Imaginem a dor de cabeça se cada empresa tivesse que manter suas próprias redes elétricas. Se preocupar com usinas, reatores, represas, fios, postes. Bom, se preocupar em manter centenas de computadores para funcionários, mais servidores para Hostear sites e arquivos, mais um departamento de TI... é uma dor de cabeça parecida, e que só aumenta conforme a informática se torna mais complexa.

 

Definição

O Instututo Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos estabelece cinco características essenciais da Computação na Nuvem. Vamos usar o e-mail como exemplo.
1- Self-service sob demanda. O usuário pode ter acesso à capacidades computacionais, como aplicativos ou armazenamento, automaticamente. Ou seja, sem precisar de interação humana com o servidor. Ex: Você não precisa conversar com uma atendente se quiser enviar um e-mail.
2- Conectividade ampla. Ter seus serviços disponíveis pela rede e acessíveis através de mecanismos que possam ser utilizados por qualquer tipo de plataforma. Ex: Você pode acessar seu e-mail do PC e do Tablet.
3- Recursos acumulados. O provedor possui recursos acumulados e disponíveis para atender diversos clientes a qualquer momento. Ex: Você não tem que pegar uma ficha para entrar no e-mail.
4- Elasticidade rápida. A capacidade do sistema pode se estender e se contrair rapidamente, dependendo da demanda dos usuários.
Ex: Digamos que o Gmail possui 10 servidores dedicados. Elasticidade significa que, quando for 3 da manhã e ninguém estiver usando o Gmail, apenas 1 desses servidores estará funcionando, enquanto os outros nove podem estar desativados ou suprindo outro serviço. Mas se houver um pico de uso ao meio dia, todos os dez servidores serão ativados (muitas vezes automaticamente) para suprir à demanda.
5- Serviço calculado. Sistemas na nuvem podem controlar e otimizar seus recursos através da coleta de dados de uso. Ex: É uma extensão da elasticidade. Algumas empresas tornam esses dados de uso públicos, para favorecer transparência.

Arquitetura da nuvem.

A maioria das utilizações da nuvem envolvem sistemas distribuídos complexos, que acabam sendo únicos dependendo de qual tipo de serviço está sendo fornecido e por quem. Mas alguns componentes básicos são comuns à quase todos.

1- Plataforma final.

Pode ser um computador comum, um dispositivo especial para conectar-se ao serviço (geralmente uma pequena caixa ou pen-drive conectado a um monitor), um dispositivo mobile.

2- Plataforma Inicial.

O servidor.

3-Rede.

Normalmente a internet, mas pode ser usar uma conexão em LAN para redes privadas.

4- Sistema de Aplicação da Nuvem.

Existem três métodos. Aplicação Publica, Privada ou Hibrida.
     Na aplicação publica, os serviços são providos por um terceiro através da internet. Serviços desse tipo normalmente são vendidos sob demanda, e o usuário paga por CPU, armazenamento ou banda larga utilizada. Exemplos são Amazon, IBM.
     Na aplicação privada, serviços são fornecidos a partir de um centro de dados da própria empresa. Esse método garante que a empresa tenha controle sobre onde ficam armazenados seus dados, e quem em acesso.
     Na aplicação hibrida, há uma mistura dos dois. A empresa pode rodar tarefas mundanas do dia a dia na rede publica, enquanto mantem trabalho sensível e sigiloso dentro da rede privada.

Tipos de Serviço

Existem três modelos de serviços principais da nuvem: Fornecimento de Software, Plataforma e Conectividade. Tenha em mente que, como o campo ainda está se desenvolvendo, é difícil dividi-lo em categorias. O mesmo motivo pelo qual a definição de Computação na Nuvem é tão vaga.

1- Fornecimento de Software.

São empresas que fornecem aplicações rodando numa infraestrutura na nuvem. Estes são aplicativos são accessíveis através de navegadores, ou um programa especifico.
Ex: E-mail, Salesforce. Google Docs. Google Drive e outros sistemas de armazenamento na nuvem também são incluídos aqui, por eliminação.

2- Fornecimento de Plataforma.

Aqui entra o conceito de virtualização, que será explicado em breve. O conceito geral é: a empresa fornece uma plataforma, normalmente um sistema operacional, e um arranjo de aplicativos que podem ser utilizados pelo usuário.

3-Fornecimento de Infraestrutura.

Também conhecidos como sistemas de “puro metal”. Basicamente a empresa só fornece acesso à infraestrutura – o hardware -- e o usuário é responsável por instalar o que ele quiser usar. É o que permite mais liberdade ao usuário, mas também querer mais manutenção. O hosteamento de websites está numa zona cinza entre esse ponto e ponto 2.
A Netflix, por exemplo, usa a infraestrutura da Amazon.


Vantagens

De acordo com pesquisas, 63% dos executivos de TI já preferem usar algum nível de integração com os serviços da nuvem, seja esta total ou parcial. Vejamos quais são as vantagens que atraem estes consumidores.

Velocidade: A elasticidade dos sistemas na nuvem garante uma velocidade constante.

Custo: Provedores da nuvem prometem reduções de preço. Na realidade esta é uma questão complexa, dependendo do tamanho da empresa e do tipo de serviço buscado. Em geral, a vantagem é mais clara à curto prazo e para empresas pequenas. Também é mais clara com o uso de sistemas virtuais, que eliminam a necessidade de se manter uma CPU para cada computador.

Acesso de qualquer lugar: Com a nuvem, os dados – e, dependendo, os aplicativos -- ficam sempre acessíveis pela internet, dando mais mobilidade e flexibilidade aos funcionários. Permitir que todos os seus funcionários tenham acesso aos dados também aumenta a produtividade, tornando mais fácil que as pessoas trabalhem no mesmo projeto simultaneamente, sem ficar mandando arquivos por e-mail ou pendrive.

Manutenção: Exceto em casos específicos, a manutenção dos sistemas na nuvem fica todo por conta do provedor, o que corta custos e preocupações.

Diluição de riscos: Se você é dono do servidor, e ocorre uma falha catastrófica, você sozinho tem que pagar por um servidor novo. Mas se uma companhia atende centenas de usuários, e tem dezenas de servidores, e um deles quebra, quem paga o servidor novo é ela. E mesmo que a companhia tenha que aumentar o preço para compensar o prejuízo, o aumento é diluído entre a centenas de usuários, e você individualmente acaba pagando menos mesmo assim. Isso é o risco diluído.

Backup e Recuperação de Erro: A maioria dos sistemas na nuvem tem todos os seus arquivos e programas “espelhados” em locais diferentes. É por isso que quando um raio caiu em um servidor da Amazon, nenhum arquivo foi perdido.

Atualizações Automáticas: É trabalho do provedor manter seu software atualizado, salvo raras exceções.

Desvantagens.


Internet: Serviços na nuvem são totalmente dependentes de uma conexão com a internet. Se a internet cair, ninguém trabalha. Também é difícil de expandir para a nuvem em países onde a internet é cara e/ou instável.

Economia e Produtividade: São coisas boas para o dono da empresa, mas não para a gente, pois ambas significam corte de empregos na área de informática. Um grande provedor de máquinas virtuais na nuvem pode substituir centenas de departamentos de TI enquanto empregando só uma fração do número de funcionários.

Atualizações Automáticas: Você chega segunda feira no trabalho, e bam!, seu Word pulou do 2010 pro 2015. Lá se vai um dia perdido tentando descobrir onde ficam todos os novos botões. Enquanto que, se você tivesse escolha, teria mantido o 2010 na sua máquina para sempre. Sem contar o risco de a nova versão do programa não suportar certos tipos de arquivo que você usa, ou ser simplesmente pior que a anterior.

Falta de Controle: Na nuvem, quem cuida de tudo não é um funcionário seu, é um funcionário de outra empresa. O que torna confiança nessa tal empresa crucial.

Conclusão:


A nuvem veio para ficar, e é um mercado que está evoluindo a cada dia. Porém o quanto do mercado ela será capaz de tomar é uma questão em aberto. Eu acredito que jamais viveremos em um mundo na nuvem, mas sim em um mundo hibrido, com companhias e usuários usando a nuvem apenas quando é conveniente. Basicamente o que temos hoje, exceto que a nuvem será mais presente.

7 comentários:

  1. A nuvem é muito cômoda, evita cada vez mais a nossa necessidade de colocar arquivos num pen drive ou cartão SD. Na nuvem podemos acessá-los a praticamente qualquer hora e lugar, sem necessidade de nos preocupar em levá-los conosco.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. O lado negativo é que, em países subdesenvolvidos, em que o serviço de Internet muitas vezes é precário, a melhor opção para guardar os próprios arquivos ainda é uma mídia física. Porém, isso realmente está mudando, principalmente quando novas tecnologias de Internet, como uma melhor rede de fibra óptica e a Li-Fi, chegarem ao acesso da população desses países.
      Contudo, é necessário, em qualquer hipótese - principalmente quando há uma boa conexão de Internet e/ou armazenamento na nuvem - se certificar acerca da segurança e da integridade desses arquivos.

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  2. A nuvem é muito cômoda, evita cada vez mais a nossa necessidade de colocar arquivos num pen drive ou cartão SD. Na nuvem podemos acessá-los a praticamente qualquer hora e lugar, sem necessidade de nos preocupar em levá-los conosco.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Sem dúvidas, o acesso remoto aos serviços na nuvem é o grande diferencial da tecnologia de armazenamento de dados. A possibilidade de visualizar, alterar e armazenar seus documentos e aplicativos de qualquer lugar no qual haja acesso à Internet é essencial em uma sociedade tomada por dispositivos móveis e conexões sem fio.

    A interação com os servidores capazes de executar o aplicativo desejado depende exclusivamente da conexão com a Internet, o que dispensa altos investimentos em equipamento e softwares. Além disso, a nuvem é capaz de analisar e integrar dados, o que possibilita a tomada de decisões a partir da unificação dessas informações.

    Entretanto, a segurança, por exemplo, impede que a tecnologia seja amplamente utilizada, pois muitas pessoas que têm receio em manter informações importantes em um ambiente virtual devido à necessidade de uma conexão rápida e estável com a internet. Além disso, a maiorias dos servidores ficam em lugares distantes e, a deficiência na conexão, pode ser extremamente prejudicial para a utilização dos serviços.

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  5. É muito interessante essa flexibilidade que a nuvem dá para usuários e fornecedores de serviços. Essa evolução da tecnologia faz com que as informações sejam transmitidas de forma mais ágil e armazenadas de modo que possa ser acessível em qualquer aparelho com acesso a rede. Adaptando esses fatos ao atual mercado tecnológico, já podemos tentar prever que basta a evolução da própria rede de internet para que a nuvem alcance seus picos de utilidade.

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