Introdução
No século
19, quando a eletricidade ainda estava começando, cada empresa produzia sua
própria eletricidade, utilizando geradores à vapor. Porém conforme a demanda
foi aumentando e tornando-se mais complexa, companhias especializadas em eletricidade
surgiram, e tornou-se mais vantajoso conectar-se à rede elétrica de uma dessas
companhias ao invés de produzir a sua própria.
A computação
segue um caminho parecido. Hostear seu site em uma companhia especializada já é
mais comum do que tentar montar um servidor no seu quarto. E sites são só uma
pequena parte do que a computação na nuvem pode oferecer. Cada vez mais as
empresas para em “produzir computação” para acessar “computação pronta” na
nuvem, reduzindo a necessidade de comprar e manter software e hardware.
Imaginem a
dor de cabeça se cada empresa tivesse que manter suas próprias redes elétricas.
Se preocupar com usinas, reatores, represas, fios, postes. Bom, se preocupar em
manter centenas de computadores para funcionários, mais servidores para Hostear
sites e arquivos, mais um departamento de TI... é uma dor de cabeça parecida, e
que só aumenta conforme a informática se torna mais complexa.
Definição
O Instututo
Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos estabelece cinco características
essenciais da Computação na Nuvem. Vamos usar o e-mail como exemplo.
1-
Self-service sob demanda. O usuário pode ter acesso à capacidades
computacionais, como aplicativos ou armazenamento, automaticamente. Ou seja,
sem precisar de interação humana com o servidor. Ex: Você não precisa conversar
com uma atendente se quiser enviar um e-mail.
2-
Conectividade ampla. Ter seus serviços disponíveis pela rede e acessíveis
através de mecanismos que possam ser utilizados por qualquer tipo de
plataforma. Ex: Você pode acessar seu e-mail do PC e do Tablet.
3- Recursos
acumulados. O provedor possui recursos acumulados e disponíveis para atender
diversos clientes a qualquer momento. Ex: Você não tem que pegar uma ficha para
entrar no e-mail.
4-
Elasticidade rápida. A capacidade do sistema pode se estender e se contrair
rapidamente, dependendo da demanda dos usuários.
Ex: Digamos
que o Gmail possui 10 servidores dedicados. Elasticidade significa que, quando
for 3 da manhã e ninguém estiver usando o Gmail, apenas 1 desses servidores
estará funcionando, enquanto os outros nove podem estar desativados ou suprindo
outro serviço. Mas se houver um pico de uso ao meio dia, todos os dez
servidores serão ativados (muitas vezes automaticamente) para suprir à demanda.
5- Serviço
calculado. Sistemas na nuvem podem controlar e otimizar seus recursos através
da coleta de dados de uso. Ex: É uma extensão da elasticidade. Algumas empresas
tornam esses dados de uso públicos, para favorecer transparência.
Arquitetura da nuvem.
A maioria
das utilizações da nuvem envolvem sistemas distribuídos complexos, que acabam
sendo únicos dependendo de qual tipo de serviço está sendo fornecido e por
quem. Mas alguns componentes básicos são comuns à quase todos.
1- Plataforma final.
Pode ser um
computador comum, um dispositivo especial para conectar-se ao serviço
(geralmente uma pequena caixa ou pen-drive conectado a um monitor), um
dispositivo mobile.
2- Plataforma Inicial.
O servidor.
3-Rede.
Normalmente
a internet, mas pode ser usar uma conexão em LAN para redes privadas.
4- Sistema de Aplicação da Nuvem.
Existem três
métodos. Aplicação Publica, Privada ou Hibrida.
Na aplicação publica, os serviços são
providos por um terceiro através da internet. Serviços desse tipo normalmente
são vendidos sob demanda, e o usuário paga por CPU, armazenamento ou banda
larga utilizada. Exemplos são Amazon, IBM.
Na aplicação privada, serviços são
fornecidos a partir de um centro de dados da própria empresa. Esse método
garante que a empresa tenha controle sobre onde ficam armazenados seus dados, e
quem em acesso.
Na aplicação hibrida, há uma mistura dos
dois. A empresa pode rodar tarefas mundanas do dia a dia na rede publica,
enquanto mantem trabalho sensível e sigiloso dentro da rede privada.
Tipos de Serviço
Existem três
modelos de serviços principais da nuvem: Fornecimento de Software, Plataforma e
Conectividade. Tenha em mente que, como o campo ainda está se desenvolvendo, é
difícil dividi-lo em categorias. O mesmo motivo pelo qual a definição de
Computação na Nuvem é tão vaga.
1- Fornecimento de Software.
São empresas
que fornecem aplicações rodando numa infraestrutura na nuvem. Estes são
aplicativos são accessíveis através de navegadores, ou um programa especifico.
Ex: E-mail,
Salesforce. Google Docs. Google Drive e outros sistemas de armazenamento na
nuvem também são incluídos aqui, por eliminação.
2- Fornecimento de Plataforma.
Aqui entra o
conceito de virtualização, que será explicado em breve. O conceito geral é: a
empresa fornece uma plataforma, normalmente um sistema operacional, e um
arranjo de aplicativos que podem ser utilizados pelo usuário.
3-Fornecimento de Infraestrutura.
Também
conhecidos como sistemas de “puro metal”. Basicamente a empresa só fornece
acesso à infraestrutura – o hardware -- e o usuário é responsável por instalar
o que ele quiser usar. É o que permite mais liberdade ao usuário, mas também querer
mais manutenção. O hosteamento de websites está numa zona cinza entre esse
ponto e ponto 2.
A Netflix,
por exemplo, usa a infraestrutura da Amazon.
Vantagens
De acordo
com pesquisas, 63% dos executivos de TI já preferem usar algum nível de
integração com os serviços da nuvem, seja esta total ou parcial. Vejamos quais
são as vantagens que atraem estes consumidores.
Velocidade: A elasticidade dos sistemas
na nuvem garante uma velocidade constante.
Custo: Provedores da nuvem prometem
reduções de preço. Na realidade esta é uma questão complexa, dependendo do
tamanho da empresa e do tipo de serviço buscado. Em geral, a vantagem é mais
clara à curto prazo e para empresas pequenas. Também é mais clara com o uso de
sistemas virtuais, que eliminam a necessidade de se manter uma CPU para cada
computador.
Acesso de qualquer lugar: Com a nuvem,
os dados – e, dependendo, os aplicativos -- ficam sempre acessíveis pela
internet, dando mais mobilidade e flexibilidade aos funcionários. Permitir que
todos os seus funcionários tenham acesso aos dados também aumenta a
produtividade, tornando mais fácil que as pessoas trabalhem no mesmo projeto
simultaneamente, sem ficar mandando arquivos por e-mail ou pendrive.
Manutenção: Exceto em casos
específicos, a manutenção dos sistemas na nuvem fica todo por conta do
provedor, o que corta custos e preocupações.
Diluição de riscos: Se você é dono do
servidor, e ocorre uma falha catastrófica, você sozinho tem que pagar por um
servidor novo. Mas se uma companhia atende centenas de usuários, e tem dezenas
de servidores, e um deles quebra, quem paga o servidor novo é ela. E mesmo que
a companhia tenha que aumentar o preço para compensar o prejuízo, o aumento é
diluído entre a centenas de usuários, e você individualmente acaba pagando
menos mesmo assim. Isso é o risco diluído.
Backup e Recuperação de Erro: A maioria
dos sistemas na nuvem tem todos os seus arquivos e programas “espelhados” em
locais diferentes. É por isso que quando um raio caiu em um servidor da Amazon,
nenhum arquivo foi perdido.
Atualizações Automáticas: É trabalho do
provedor manter seu software atualizado, salvo raras exceções.
Desvantagens.
Internet: Serviços na nuvem são
totalmente dependentes de uma conexão com a internet. Se a internet cair,
ninguém trabalha. Também é difícil de expandir para a nuvem em países onde a
internet é cara e/ou instável.
Economia e Produtividade: São coisas
boas para o dono da empresa, mas não para a gente, pois ambas significam corte de
empregos na área de informática. Um grande provedor de máquinas virtuais na
nuvem pode substituir centenas de departamentos de TI enquanto empregando só
uma fração do número de funcionários.
Atualizações Automáticas: Você chega
segunda feira no trabalho, e bam!, seu Word pulou do 2010 pro 2015. Lá se vai
um dia perdido tentando descobrir onde ficam todos os novos botões. Enquanto
que, se você tivesse escolha, teria mantido o 2010 na sua máquina para sempre.
Sem contar o risco de a nova versão do programa não suportar certos tipos de
arquivo que você usa, ou ser simplesmente pior que a anterior.
Falta de Controle: Na nuvem, quem cuida
de tudo não é um funcionário seu, é um funcionário de outra empresa. O que
torna confiança nessa tal empresa crucial.
Conclusão:
A nuvem veio
para ficar, e é um mercado que está evoluindo a cada dia. Porém o quanto do
mercado ela será capaz de tomar é uma questão em aberto. Eu acredito que jamais
viveremos em um mundo na nuvem, mas sim em um mundo hibrido, com companhias e usuários
usando a nuvem apenas quando é conveniente. Basicamente o que temos hoje,
exceto que a nuvem será mais presente.
A nuvem é muito cômoda, evita cada vez mais a nossa necessidade de colocar arquivos num pen drive ou cartão SD. Na nuvem podemos acessá-los a praticamente qualquer hora e lugar, sem necessidade de nos preocupar em levá-los conosco.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ExcluirO lado negativo é que, em países subdesenvolvidos, em que o serviço de Internet muitas vezes é precário, a melhor opção para guardar os próprios arquivos ainda é uma mídia física. Porém, isso realmente está mudando, principalmente quando novas tecnologias de Internet, como uma melhor rede de fibra óptica e a Li-Fi, chegarem ao acesso da população desses países.
ExcluirContudo, é necessário, em qualquer hipótese - principalmente quando há uma boa conexão de Internet e/ou armazenamento na nuvem - se certificar acerca da segurança e da integridade desses arquivos.
A nuvem é muito cômoda, evita cada vez mais a nossa necessidade de colocar arquivos num pen drive ou cartão SD. Na nuvem podemos acessá-los a praticamente qualquer hora e lugar, sem necessidade de nos preocupar em levá-los conosco.
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ResponderExcluirSem dúvidas, o acesso remoto aos serviços na nuvem é o grande diferencial da tecnologia de armazenamento de dados. A possibilidade de visualizar, alterar e armazenar seus documentos e aplicativos de qualquer lugar no qual haja acesso à Internet é essencial em uma sociedade tomada por dispositivos móveis e conexões sem fio.
ResponderExcluirA interação com os servidores capazes de executar o aplicativo desejado depende exclusivamente da conexão com a Internet, o que dispensa altos investimentos em equipamento e softwares. Além disso, a nuvem é capaz de analisar e integrar dados, o que possibilita a tomada de decisões a partir da unificação dessas informações.
Entretanto, a segurança, por exemplo, impede que a tecnologia seja amplamente utilizada, pois muitas pessoas que têm receio em manter informações importantes em um ambiente virtual devido à necessidade de uma conexão rápida e estável com a internet. Além disso, a maiorias dos servidores ficam em lugares distantes e, a deficiência na conexão, pode ser extremamente prejudicial para a utilização dos serviços.
É muito interessante essa flexibilidade que a nuvem dá para usuários e fornecedores de serviços. Essa evolução da tecnologia faz com que as informações sejam transmitidas de forma mais ágil e armazenadas de modo que possa ser acessível em qualquer aparelho com acesso a rede. Adaptando esses fatos ao atual mercado tecnológico, já podemos tentar prever que basta a evolução da própria rede de internet para que a nuvem alcance seus picos de utilidade.
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